Depois Que Você Se Foi

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03 de abril de 1998.

Seria o momento épico…

Ela lembra de todo, como agora…

Aquele com o qual ele sonhou desde que a conheceu.

(…)

Eles estão de volta a Paris. 

Estão comemorando mais um ano de casamento, o quinto. A viagem dos sonhos dele e é claro que ela aceitou o convite na mesma hora, quando ele jogou as passagens na mesa e correu pro banho.

– Surpresa pra você amor, você vai adorar., Disse  ele e disparou para o banho. 

Ele sabia que ela odiava quando sujava o carpete depois de um dia inteiro cuidando do jardim. Ele a amava… e naquela manhã quando enfim as passagens chegara. Lembrou-se do sorriso dela é pensou que mesmo com raiva ela conseguia ser linda. Mas nem em seus piores pesadelos ele poderia provocar sua fúria. Da última vez foi devastador, ela quase desistiu de tudo. Deles dois. 

Enquanto sentia a água fresca cair-lhe sobre os ombros pensou que fazia quase cinco anos que a vira dobrando a esquina cheia de livros e uma mochila pesada que quase a puxava pra trás de tão cheia.

– O que? (Ela já estava ao lado Box quando fez a pergunta). Voltou pro quarto, jogou o envelope na cama e voou pro banheiro. De roupa e tudo ela se jogou nos braços dele e ali mesmo se amaram de um jeito especial.

Mas tarde, durante o jantar ele ainda exibia um sorriso farto:

– Você acha que vai estar muito frio. Quero ver a neve.

Eu nem acredito que você fez isso por nós. Eu te amo! Disse ela cheia de si. Já imaginando como diria a Marta, sua mãe. Parecia o dia mais feliz de sua vida. Mas não era. O encontro deles foi o melhor. Ela lembra como se fosse hoje. Ele usava uns óculos que lhes caiam muito bem. Ela nem percebeu que a alça da mochila pesada ficou presa em alguma coisa atrás dela e num segundo tudo estava no chão. Ela sempre foi estabanada. Ele já estava do lado dela e depois dali nunca mais ficariam sem o outro. Até…

(…)

Eu te amo. Você nunca estará sozinha. Mas você precisa viver. Ele sempre dizia…

E antes que ele a tomasse em seus braços ela acordou. Felipa estava em casa e nenhum sinal de Pedro, além das roupas espalhas na cama e sua fotografia na mesa ao lado.

Não. Definitivamente ela precisava de muito mais pra sair da cama hoje. Não havia cheiro de café e nenhum sinal de Pedro. Ela ainda não consegue viver sem ele.

(…)

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