Hora do NÃO!

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Oi,

“Nós NÃO nos conhecemos, eu NÃO sei da sua vida nem você da minha. Embora eu tenha essa mania de dar conselhos gratuitos as vezes penso que seria melhor sentar, pegar a pipoca e assistir tudo sem fazer nada. NÃO. NÃO existe nenhuma parte de mim que se põe impassivo diante de qualquer situação que careça de reflexão. Eu sou assim, movido por emoções incontroláveis.”

Você já pensou em como essa palavrinha (NÃO) pode ser libertadora? Quantas vezes nos submetemos a opinião e quereres dos outros por medo de dizer NÃO? Porque pessoas boazinhas e felizes NÃO podem dizem NÃO. Elas devem estar sempre ali, dispostas a abnegar dos próprios desejos e vontades em detrimento dos outros. É como se nós tivéssemos sido ensinados, ou aprendemos por conta própria que o ‘sim’ é mais belo. Dizer NÃO, magoa. Eu NÃO posso deixar de sair para aquela balada com meus amigos, mesmo estando morrendo de vontade de ficar em casa. NÃO posso deixar oferecer um ombro amigo quando, muitas vezes, é exatamente de ombro amigo para curtir uma balada. Eu preciso deixar que você entre na minha vida e exerça esse domínio psicológico que o ‘sim’ criou entre nós. Porque quando eu disser NÃO serei ingrato e nada do que fiz será lembrado. Existe uma cultura implícita que permeia sobre abnegação e entrega incondicional, onde o NÃO nem sequer pode ser cogitado. Até parece que só há entrega no ‘sim’. Até parece que DIZER NÃO anulasse todo o resto, mas o NÃO ensina muito mais. Embora ele (o NÂO) precise ser trabalhado, também. Me parece que devemos estar sempre pensando primeiro no outro e egoísmo é um defeito imperdoável, pelo menos é que  dizem. Alguém começou um motim pelo ‘sim’ irrevogável e o padrão se estabeleceu. Incontestavelmente temos medo dizer NÃO. Três letrinhas. Três. Conte, aí. Mas eu penso que toda vez que disse NÃO pro outro eu disse ‘sim’ pra mim. Eu não fiquei de espectador na minha própria vontade. Eu exerci o meu NÃO e ganhei um ‘sim de mim. Eu também mereço, ora. Você merece o mesmo. Mas caridade ainda edifica o homem. Você só tem que encontrar o equilíbrio.

Sobre aquele conselho de que falei no início… Diga ‘sim’ pra você. Diga ‘sim’ pro que você quiser dizer e diga NÃO na mesma medida. Eu sei, se você pode ajudar alguém então faça. Mas lembre-se de dizer ‘sim’ pros seus desejos. As vezes quem precisa de cuidados é você. Isso NÃO te torna ruim, embora lhe digam o contrário. Eu NÃO estou lhe dizendo que repita tantos NÃOS quanto fragmento que escrevi aqui, no entanto lembre-se que você pode dizer quando quiser. Sem culpa. Sem medo. Lembre-se que você ainda vai ter que conviver com você mesmo(a) quando fizer os outros felizes e seu sorriso em nada represente o que vai olhos a dentro. E não esqueça, dizer ‘sim’ também requer coragem e humildade. É disso de que precisamos também. Diga ‘sim’ pra você e o mundo dirá de volta.

Desejo infint8s ‘sins’ por onde você for.

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