Romeu, Meu Romeu!

Antes eu era revolto e contrito de demasiada força e tão feroz era minha vontade de ser.

Farto da simplicidade, eu queria expandir.

Disperso e tão fugaz quanto poderia me conter.

As lembranças:

O mesmo me toma e constrói.

Tanto quanto reveste e destrói

Meu disfarce.

A minha revolta.

E minha fome de pertencer.

Enquanto apenas as palavras envolvem a calma. Tão quanto desenvolvem minha voz e minha busca de mim.

E me vem um poema.

Diga-me Romeu,

De quais dizeres disponho o deposto, se os mesmos olhos que te amaldiçoou não saem de ti?

E os seus que me corrompem e desnudam de um torpor tão meu e seu. O mesmo olhar derradeiro de olhos aflitos após o amargo do líquido que tirará minha vida.

De perto eu só sinto o sabor do que ainda foi vivido, nos beijos que não tive e nem lembranças terei. Nem sei se posso te esperar logo mais na minha manjedoura .

Apenas venha comigo! Ah, pena!

As palavras que ainda lhe direi permeadas de um valor que eu nem construí.

Ademais estarei aqui, debruçado ao seu corpo, contemplando o que ainda resta de ti. Romeu, meu Romeu.

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