Girassol

 

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Gira, sol. Gira e me traz mais um fôlego.
Gira e eu tento lhe lançar um sorriso.
Gira e eu prometo tentar.

Sol de amor.
Sol, gira.
Sol que ilumina as linhas dos olhos de alguém.
Sol que desfaz e refaz todo dia sem ver a quem.
E seguidos por girassóis como quem dança em gr
atidão a luz que banha as manhãs.
Gira sol. Gira que eu te guardo aqui.
Gira que eu me permito sentir.
Gira e ai eu te mostro quem sou.
Girassol a contemplar sua cor.
Girassol que respira o amor.
O amor por ti.

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P8ema Abstrato

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Onde estão tuas mãos que não estão presas as minhas?

Tudo que ainda existia e eu almejava

está contido nos reflexos de tuas retinas.

Dentro dos teus encantos onde estão os meus anseios.

Quão efêmeros e certos são os desejos meus sem seu abraço de afago.

Braços velozes e sedentos de teu enlaço.

A paz sem teus sonhos me parece incerta.

Hoje eu sou sol por causa de seu jeito incerto e capaz.

Perfeito ainda que incompleto.

Fácil e completamente perdido.

Mas que me deixa tão farto.

Devolva-me a parte de ti que me guiava.

Penda os teus olhos pros meus.

Não há nada de nós dois não me agrada.

O teu jeito inda me veste a alma.

Não quero ser livre.

Quero apenas encontrar teus lábios.

E me prender a você.

Quero não mais procurar. Preciso ancorar no teu cais.

Só preciso de um gole, do teu gosto.

Do teu dissabor que seja, do teu sentir.

Então o que fazes que ainda não voltou a me fazer presa

e me corrompeu no fim ou no começo?

Hoje eu só não quero ser um talvez.

Não vá, eu sentirei falta das borboletas que seus beijos me causam no estomago.

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Feliz Dia dos Namorados!!!

 

Seremos dois

Somente o Nós

O sol

O mar

O nunca ser, apenas eu

Perfeitos serão os beijos expressados

Por todos os momentos, ainda ocultos

Envoltos, talvez, menos incerto.

Sejamos novamente como o eterno

Até mesmo como um possível existir

Só não seremos ‘Apenas’

Seremos um ‘Sim’

Ainda estou aqui

E se não desejo um fim

Desejo então mais agora o que não controlamos

Quando o que mais queremos é ser mais que um

Seremos dois

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Um P8ema pra Nós Dois

Nós dois

E não haverá Sol ou Lua que não em nossos sonhos.

Onde nossas vontades nos permite ser navegantes.

Num momento somente contido em nosso particular.

Sejam eternos e ternos os olhares ao infinito.

Sem estranhos e insanos.

Que sejamos somente Nós.

O sol.

O mar.

O nunca ser, apenas eu.

Perfeitos serão os beijos expressados.

Por todos os momentos, ainda ocultos.

Envoltos, talvez, menos incerto.

Sejamos novamente como um beijo eterno.

Até mesmo como um possível existir.

Só não seremos um ‘Apenas’.

Seremos um ‘Sim’.

Ainda estou aqui.

E se não desejo um fim.

Desejo então mais agora; o que não controlamos

Quando o que mais queremos é ser mais que um.

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Romeu, Meu Romeu!

Antes eu era revolto e contrito de demasiada força e tão feroz era minha vontade de ser.

Farto da simplicidade, eu queria expandir.

Disperso e tão fugaz quanto poderia me conter.

As lembranças:

O mesmo me toma e constrói.

Tanto quanto reveste e destrói

Meu disfarce.

A minha revolta.

E minha fome de pertencer.

Enquanto apenas as palavras envolvem a calma. Tão quanto desenvolvem minha voz e minha busca de mim.

E me vem um poema.

Diga-me Romeu,

De quais dizeres disponho o deposto, se os mesmos olhos que te amaldiçoou não saem de ti?

E os seus que me corrompem e desnudam de um torpor tão meu e seu. O mesmo olhar derradeiro de olhos aflitos após o amargo do líquido que tirará minha vida.

De perto eu só sinto o sabor do que ainda foi vivido, nos beijos que não tive e nem lembranças terei. Nem sei se posso te esperar logo mais na minha manjedoura .

Apenas venha comigo! Ah, pena!

As palavras que ainda lhe direi permeadas de um valor que eu nem construí.

Ademais estarei aqui, debruçado ao seu corpo, contemplando o que ainda resta de ti. Romeu, meu Romeu.

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Carta 1 – Poema pra Depois da Vida

(…)

Mostre-me seus olhos, antes da neblina enfim sobrepor seu leito.

Faça algo inspirador, só respire, mexa-se, não há o que temer.

Aonde vais que não me levas contigo?

Permita-se passar um tempo aqui desse lado,

Prometo-lhe o que quiseres

Será nossa partilha eterna, faças isso.

Vamos!

Volte!

Não saia sem dizer adeus.

Ainda preciso dizer-lhe algo,

O que não lhe foi dito a tempo.

Seja, em um dia feliz, o que me vagueia.

Não desfaleça, seja mais forte, eu sei de sua luta.

Eu sei de seu pesar, mas como será sem você?

Diga-me. Preciso não permitir que se vá.

Mas,

Como em um dia escuro, seus olhos não mais me viram.

Eles se apagaram.

Como sua voz que já nem sei como é o som e tom.

(…)

Eu ainda estou aqui.

Diante de seu leito materno, a espera de um momento de remissão,

E me permito ser mais forte quando a vejo, Mas eu não a vejo a tantos anos.

Ainda que em meus sonhos.

Só nos meus sonhos.

Eu sempre desejo um pouco de você que já nem tenho mais.

 

 P.s. Poema dedicado a minha querida Avó que partiu em 2007 e ainda deixa tantas saudades que nem consigo descrever.