É Preciso Seguir Em Frente

“Viver é o maior desafio que o Universo impõe aos seres que nele habitam e que por eles foram criados. Mas temos que conseguir. Não existe outra saída.”

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Existem momentos na vida em que tudo parece ruir. Essas pequenas tragédias diárias que desestabilizam até os mais pacíficos dos homens. Esses dias ruins sempre modificaram um pouco a minha percepção sobre as coisas… Eu tenho perdido muitas pessoas importantes. Não sei se aos trinta isso já começa a ser normal, mas não conheço ninguém que tenha perdido mais pessoas especiais do que eu (5 no total). As vezes eu nem sei como consegui suportar todas essas rupturas. Acho que os dias simplesmente passaram e eu fui me acostumando… Cada um que perdi doeu de uma forma que não sei explicar. Talvez porque, sempre que eu vivi cada uma dessas me sentindo a pessoa mais completa e humanamente sozinha que imaginei. Talvez eu realmente esteja sozinho quando enfrento essas perdas dolorosas. Não veio um abraço fraterno, uma mão no ombro, um carinho realmente palpável (não que eu espere, claro. Desde que perdi Vovó e estava absolutamente sozinho me dei conta de que não podia esperar muito dos outros. Afinal eu tinha perdido ali, minha primeira pessoa essencial no meu mundo). Cada vez que eu perdi algo ou alguém importante e simplesmente desmoronei eu não imaginava olha pro lado e esperar que alguma ajuda viesse de onde quer que fosse.. Mas eu sou muito forte, vou descobrindo enquanto trilho o caminho que desejo. Incrível como nesses momentos de perdas eu me olho no espelho e penso: Cara, como você pode suportar tudo isso? Automaticamente eu tenho a resposta: As maiores rupturas ainda estão por vir, por ainda ainda aparentemente é fácil. E eu só não estarei completamente sozinho porque terei aprendido a acreditar no poder do Universo. Talvez, se você leu até aqui pode achar esse post triste. Ele é. Ser e estar sozinho é bom, mas existe momento pro silêncio e pro barulho. Pra solidão e pra companhia. No entanto este relato também é de força. É pra você e pra mim. Pra que você que leu, saiba que é possível enfrentar esses desastres diários, pra mim serve também como um lembrete de como eu posso ser forte, mesmo sendo fraco. Essas momentos ruins, que te modificam, te moldam, te rouba… também te enobrece, se você souber tirar a lição. Eu sei que existe ainda um mundo de lacunas que meu coração vai ter que superar e eu espero que você também consiga. Sozinho ou não. Eu sinceramente espero que você consiga, porque a vida pode ser tudo, menos fácil. Viver é o maior desafio que o Universo impõe aos seres que nele habitam e que por eles foram criados. Mas temos que conseguir. Não existe outra saída.

Não Vale A Pela Idealizar Um Amor Que Não Vem

“Muitas vezes não sabemos que, perseverar em algo que por só, já não existe, é a melhor forma de você dizer pra si o quanto a dor pode ser maior que a sua força.”

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O Universo sempre me mostrou, por a + b, que o caminho que eu havia escolhido para trilhar minha vida era demasiadamente o mais perigoso, difícil e incerto que alguém pode desejar pra si mesmo. Movido por uma infinidade de cresças e dores que eu acumulei durante a minha existência. Eu sempre tive uma voz interior que gritava para eu fizesse sempre com que tudo fosse melhor. Eu projetei toda a minha vida aos 14 e ainda lembro do menino de sonhos maiores que seus medos. Nada do que eu desejei se efetivou, mas as frustrações me fez enxergar algo concreto e aprendi com isso. Eu sempre vivi um paradoxo: Eu vivo amor de todas as formas, tenho parte de uma família que me ama do jeito que eu fui destinado a ser, sou saudável e vivi uma infância feliz e próspera, mas a ideia do príncipe encantado sempre me iludiu. Eu tinha e tenho tudo pra dar certo, mas o amor (aquele com o qual sonhei até hoje) foi a minha ruína. Eu não falo do amor que todos desejam e vivem, mas do amor ilusório, pretensioso, idealizado…

Eu passei todos os dias da minha vida, a partir dos 16 anos sonhado com o príncipe encantado. Eu responsabilizava alguém por tudo que seria realizado nos meus dias. Então criou-se uma cascata desastrosa de sonhos frustrados. A cada dia, eu ‘tinha certeza’ que estava mais próximo do meu grande encontro, mas o Universo gritava na porta das minhas certezas ilusórias, ele berrava a plenos pulmões que não era um caminho seguro. Que eu estava cavando um buraco tão imenso sob os pés que seria praticamente impossível sair, depois de um tempo. Mas a ideia romântica de ser arrebatado pelo amor, de ser consumido por um sentimento que ‘curaria’ todas as minhas dificuldades e me apresentaria um mundo que eu jamais havia habitado, mas que brilharia aos meus olhos no momento que o visse pela primeira vez. Então eu alimentei esse mostro que sugou todas as minhas reservadas de lucidez até pouco tempo atrás.

Aos poucos eu fui perdendo a minha identidade, a minha segurança, uma vez que o alimento do meu futuro se resumia ao amor romântico e nada além era interessante. Aos poucos um medo absurdo me corroía e eu nem sabia. O medo do passar do tempo. Cada ano. Cada número repetido no calendário que só mudava a folha…

Aos 18 eu tinha uma pressa inquietante. Eu me julgava merecedor em punição. Eu briguei com o mundo. Eu rasguei memórias, eu me desfiz… Eu desacreditei. Mas no fundo, bem lá no fundo, o monstro das ilusões me puxava de volta ao limbo e eu me permitia acreditar novamente e tentar novamente. Afinal havia alguém me esperando (o que não parecia tão verdade assim). Foram muitas tentativas e muitas desilusões…

Eu projetei um ser que habitava apenas a minha mente e me quebrei  todas as vezes. Mas nada me faria parar, eu pensava… Quando eu percebi estava totalmente imerso. Todas as vezes, mais uma vez, na ‘certeza’ que dizia que: Quanto maior a dificuldade melhor a recompensa! Muitas vezes não sabemos que, perseverar em algo que por só, já não existe, é a melhor forma de você dizer pra si o quanto a dor pode ser maior que a sua força.

Aos 24 eu já não aguentava mais tanta espera. Eu já me culpava… E me guardava. Eu queria encontra-lo o menos ‘quebrado’ possível. Eu queria entregar um prêmio: O meu coração. Hoje, aos 30, eu não faço ideia de quando essa minha desenfreada vontade de que alguém seria uma cura, ninguém é, se alastrou. Eu fui e sou amado por todos ao redor e me senti renovado quando percebi que esse amor poderia bastar. O amor não é uma espera, é uma realização. Quando eu percebi o quanto essa angustiante caminhada havia tomado de mim, o quanto desejar alguém feria a mim mesmo, me condicionava a ser maior do que sou, quando eu não sou quase nada, então entendi que nós podemos ser a nossa própria ruína. Então eu me desfiz de tudo isso, ainda estou me desfazendo.

Foram anos acreditando em certezas que eram irrepreensíveis e que hoje é apenas um vislumbre do que eu fui um dia. Mas dizem que o importante é a caminhada, o caminho, a jornada… Eu digo que talvez eu tenha visto um caminho mais real e logo tratei de construir uma ponte pra chegar até ele. Um caminho real, cheio de incertezas. Um caminho que precisa de muitos cuidados, mas um caminho apenas meu. Sem esperas torturantes, sem incertezas ilusórias sobre o amor. Um caminho igual ao de todos. Um caminho imperfeito e comum. O mesmo que percorro neste exato momento enquanto transcrevo os meus pensamentos pra tela do meu telefone. Um caminho que eu posso olhar pela janela do carro e sentir o quanto ele pode ser mais bonito visto com os olhos de um coração que antes de mais nada, deseja um encontro consigo mesmo da forma mais bonita.

Enquanto eu sinto o cheiro de vegetação viva e aprecio, com orgulho, as amarras desprendendo-se dos meus pés e desejando que elas nunca mais me impeçam de viver sem o mínimo de sanidade, sorrio e me deixo apreciar. Porque o amor, ele nunca, jamais, crescerá sob terrenos que não sejam fecundos de certezas. O amor nunca prospera na ilusão. Não duvide disso, eu repito a mim mesmo.

Eu Não Espero Mais O “Amor da Minha Vida”

“Mas e o meu coração?
Ah, ele sempre vai estar aberto para o amor. Ele só sabe amar… apenas deixou de esperar, ele lançou a sorte ao Universo, mas não espera muito. Ele aprendeu que ser sozinho também faz um bem danado.”

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Enquanto uma das minhas músicas prediletas enchem meus ouvidos de uma sonoridade familiar e prazerosa eu tento organizar as minhas ideias para produzir um fragmento que traduza exatamente os sentimentos que venho degustando nessas últimas semanas. São exatamente 3:33 da manhã e meu cérebro já mostra sinais de exaustão. Tenho trocado facilmente a noite pelo dia e essa faz parte do rol de mudanças que me acompanham inexplicavelmente desde que o ano começou. Então resolvi fazer um café forte, tomar um banho e enquanto isso pensava: Porque não compartilhar essas sensações novas e tão incomuns quanto os últimas dias?
(…)
O café ficou ótimo e o banho trouxe um frescor inovador a minha madrugada. Então acho que já posso me fazer entender.
(…)
Eu não sei se ainda acredito no amor.
Sim, essa foi a primeira frase que invadiu minha mente antes de pensar sobre o que iria escrever. EU ANDO DESACREDITADO DO AMOR. É um cansaço sem precedentes e muito perturbador. Eu mal consigo entender os motivos para tal prosódia, mas ela é real em mim. E parece ter se instalado sem previsão de sair. É claro que eu ainda continuo desejando que meus amigos sejam felizes e encontrem suas almas gêmeas. É claro que os filmes românticos ainda me fazem chorar feito criança e coisas fofas sobre casais felizes ainda me arrancam sorrisos de satisfações, eu sou romântico incurável. Ainda leio romances do Nicholas Sparks e escrevo poemas. Eu não me permito deixar de falar sobre o amor. Afinal, amar é das coisas que eu faço melhor desde que me descobri gente.
O fato é que eu, pela primeira vez na vida não acredito que exista alguém correndo na minha direção, o mais rápido que pode, como foi durante quase toda minha vida.
Eu tenho, a cada dia, me distanciado dos meus sonhos românticos adolescentes. Eu tenho transformado as essências mais importantes de quem eu sou… É como se (quase que literalmente) um casulo se rompesse e um outro eu começa a tomar forma, cor, sentido… Apenas abro os braços pra essa mudança, já que não posso fazer muito coisa pra voltar atrás. Mas, o mais impactante disso tudo, é que eu sempre imaginei que mais cedo, mais tarde  o amor bateria na minha porta e eu simplesmente abriria. Não, eu definitivamente não acredito que isso possa acontecer… faz um tempo. E inacreditavelmente isso não me incomoda, não me assusta. Anos atrás eu simplesmente surtaria com a ideia. Afinal, eu passei metade da minha vida esperando “a pessoa certa”, porém, de tanto esperar, eu acho que meu coração cansou.
Em contramão a essa nova realidade eu percebi que quanto mais me distanciei da ideia do “meu amor verdadeiro”, mas me conectei ao meu verdadeiro eu. Naturalmente eu tinha apenas a mim mesmo enquanto sonhava com o encontro que partiria a minha vida ao meio e eu deixaria de me sentir triste quando olhasse pro lado e houvesse uma mão segurando a minha. Me sentir sozinho me fortaleceu. No final eu pensava: Não, não há do que reclamar. Você não está sozinho. Você tem a si. E isso deve bastar, sim?!
Na medida em que eu fui me dando conta de que os anos passavam e esse amor não me alcançava eu fui me sentindo mais exausto e certo de que não poderia mais alimentar mais a existência de alguém sem forma, alguém irreal… Não, eu nunca deixei de viver a realidade. Eu sou até bem realista. Acho que exatamente por isso me mantive alimentado pela ‘certeza’ de que dentre tantas pessoas no mundo, uma roubaria meu coração e me entregaria o seu pra juntos caminhar pela vida e as coisas passariam a ser mais leves, menos solitária.
Hoje eu percebo que não foi perda de tempo ou que a espera tenha sido em vão. Eu descobri ao longo do caminho que eu sempre cuidei de mim mesmo e todo o percurso fez sentido. O fato é que, mesmo me frustrando a cada tentativa, eu me sentia mais forte, renovado.
As 4:16, enquanto eu olho o telado e tento imaginar como estar o céu la fora, sinto minha mente mais limpa e tranquila, penso que eu, apesar de acreditar que o amor é o sentimento mais poderoso e real do Universo, entendo o quanto eu o desejei desesperadamente, no entanto hoje, ele está se tornando uma lembrança distante. Como uma fotografia antiga que eu resolvi retirar da parede e colocar por entre as páginas de livro antigo.
Eu estou vivendo apenas pra mim mesmo e essa é uma das melhores sensações e a mais libertadora que senti nos últimos 20 anos.
Mas você pode perguntar e o seu coração?
Ah, ele sempre vai estar aberto para o amor. Ele só sabe amar… apenas deixou de esperar, ele lançou a sorte ao Universo, mas não espera muito. Ele aprendeu que ser sozinho também faz um bem danado.
Por enquanto eu quero apenas aproveitar mais de mim, me amar um pouco mais e aprender que nem tudo depende de mim. Nem tudo. E ser feliz com/por isso.

Ternidade

“Então hoje eu apenas me permiti lamentar o fato de não estarmos juntos e aquele primeiro momento só existir na minha cabeça e não aqui fora.”

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Hoje eu senti falta do seu beijo. Senti uma saudade quase cortante da primeira vez em que você me abraçou, do encaixar de nossas mãos. Eu não imaginava que poderia acontecer, essa saudade, esse desencaixe. Eu havia sentido todas as coisas boas do mundo, menos a sensação do entrelaçar perfeito de nossos dedos, do cruzar das dobraduras, da maciez, no calor. Meu coração nunca havia sentido aquele frisson, só sentiu as partes ruins do desprendimento. Nunca a do pertencer. Nunca aquele estardalhaço sutil de coisas boas que você me transmitia com aquele toque. Por isso eu senti falta do êxtase que meus poros absorvia quando seus dedos macios percorreram meu corpo pela primeira vez. Ali, naquele quarto quase no escuro, um silêncio de ouvir o peito bater, o seu cheiro, o meu cheiro. Naquele instante era a primeira vez que eu vivia todas aqueles emoções juntas. Eu sinto falta da sua gargalhada, da sua voz quase rouca, do seu braço forte em volta do meu pescoço enquanto eu dormia, do seu hálito gostoso. Eu sinto falta de todas as suas versões mais estranhas… Eu lembro de nós dois e a única palavra em mente é saudade, porque não há como possa descrever a vontade de reviver aqueles momentos. Eu me perdi em você como que se une ao seu par em uma dança harmônica. Eu me entrelacei ao seu corpo, naquela noite, naquela vida, como quem deseja apenas aproveitar a brisa de outono enlaçado por um edredom macio. Eu me lancei de tal modo na sua versão mais bonita e esqueci de deixar a porta aberta pro caso de eu querer sair na primeira briga, na primeira conversa séria desnecessária, na primeira lágrima… Pra não estragar tanto as coisas. Mas eu aprecio as partes boas de tudo. Eu sinto saudade de apreciar todo o contorno de uma vida que era pra ser feliz e se tornou pesada quando a leveza não pode ganhar espaço dos sonhos que construímos juntos. Então hoje eu apenas me permiti lamentar o fato de não estarmos juntos e aquele primeiro momento só existir na minha cabeça e não aqui fora.

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Encontre Um Amor Recíproco

“O amor?! Ah, o amor, o amor é como um abraço em que nos aconchegamos em dias chuvosos. Ele, está nos pequenos gestos, nas pequenas frases que preenche de afeto nossas diárias de preocupações.”

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De todas a formas possíveis de demonstrar amor; a RECIPROCIDADE me atrai muito. Porque eu sempre acreditei na leveza de se construir a tranquilidade de uma doação mútua e saudável, quando encontramos alguém com quem decidimos partilhar nossa vida, passar por esses dias de dificuldades e glória. Alguém com quem podemos relaxar e preencher de igualdades e carinho mútuo toda a relação.

Eu gosto de cada pedaço das partes boas que o amor de gestos recíprocos me oferece. Me atraio por relacionamentos construído de olhos atentos ao outro, me conduzindo a uma linda jornada pelo mundo da outra pessoa esperando para que o meu também seja desbravado. Pois, uma vez que agarramos os sonhos e o mundo desta pessoa, dizemos a ela: “Eu estou aqui, pode ficar tranquila(o).”, “Juntos vamos resolver isso.”. Dessa forma nosso coração afirma: “Eu amo cada parte boa que você tem e estou aqui pra te conduzir nas partes não tão boas assim, temos uma vida pela frente.”
Quando somos recíproco e os nossos ouvidos emocionais estão tão abertos a um abraço quanto nossos próprios braços, demonstramos ao outro que também estaremos ali quando for a vez deste precisar de aconchego e verdade. De sinceridade e paz. Porque amar é, mesmo estando no caos, esconder esse turbilhão quando o ‘nosso amor’ não está bem. É ouvir quando tudo o que queremos é falar, é ficar mais perto quando o que mais queremos é um pouco de espaço.
Não, não chamo isso de anulação. Chamo isso de RECIPROCIDADE no amor. Porque quando estamos plenamente sintonizados com outro, não haverá um combate de coisas ruins, não haverá espaço para uma disputa de quem teve o dia pior.
Haverá procura, ajuda.
Haverá companheirismo.
Quando estendemos nossa mãos ao outro e o abração com braços e ouvidos, mesmo não estando tudo tão bem, e estabelecemos essa conexão de mutualidade, nós sabemos que o outro fará exatamente a mesma coisa por aquele ‘nós’ que estamos construindo e, nesse instante, percebemos que não poderíamos agir de outra forma senão com RECIPROCIDADE. O amor?! Ah, o amor, o amor é como um abraço em que nos aconchegamos em dias chuvosos. Ele, está nos pequenos gestos, nas pequenas frases que preenche de afeto nossas diárias de preocupações. “Oi, tudo bem?”, “Como foi o seu dia?”, “Que saudades de você!” “Eu te amo, sabia?!”. O amor está na delicadeza da procura permitida em que um ‘eu e você’ se transforma em um lindo ‘nós’. O amor está na doação de si e no recebimento do outro. O amor, eu lhe digo: Está muito mais na oferta do que na procura. Está na entrega recíproca de se permitir ser de si e pertencer a alguém.

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Amor Nosso de Cada Dia

“A verdade é essa, sinto que nosso amor é transcendente.”

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Gostaria de falar o quanto eu o amo. Sim, pelas vezes que abriu mão de você, do seus amigos e até mesmo de sua família por mim. Das vezes que você ficou do lado desconfortável da cama só para que eu dormisse melhor, ou até mesmo quando divide seu travesseiro comigo. Dizer que sou grata quando faz meus lanches, coloca minha comida no meu prato, só para que eu não me atrase ou quando estou muito cansada. Amo sua maneira de sorrir; sempre um sorriso bobo a me admirar. Seja quando estou com maquiagem ou ao natural. Seja no final do dia quando estou me sentindo “destruída” ou no amanhecer, quando estou “desproduzida”.

Amo quando diz que me ama.
É sincero.
Sinto alegria em suas palavras.

Sempre seguidas de um “cheiro no cangote”/abraço bem apertado – aqueles de urso –, fortalecendo ainda mais nossa cumplicidade.
Amo quando jogamos conversa fora, quando um dos dois está sem sono e quer falar de seus sonhos, só pra ver se eles ficam mais próximos de se realizarem. Amo quando me ama, sei que é um amor além da carne. Basta um beijo em meu rosto, ou em minha testa para que eu sinta algo sublime entre nós.

A verdade é essa, sinto que nosso amor é transcendente.

É família.
É parceria.
É encanto.
É amor.

Um texto de Bruna Pinheiro.
P.s. Obrigado Bru, por ser esse mar de sensibilidade. ❤

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Deixe-se Ir Sempre Que Precisar

“Tire aprendizado de todo o esforço, mas não sujeite ninguém a suas visões de mundo. Apenas viva. E caso não funcione você terá superado, aprendido, melhorado.”

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Por merecimento ou por escolha dedicamos nosso tempo, nossas palavras, nosso carinho e afeto a algo ou alguém que desejamos ter na nossa vida pelo simples fato de existir. Embora essa essência exista em dentro de mim, muita coisa se transformou com as vivências cheias de veneno e desamor que eu vivi ao longo do caminho. Eu passei toda a minha vida até hoje a acreditando que estava fazendo a coisa certa. Mas entendi, sobrevivendo a toda essa desconstrução dolorosa de encontros desastrosos, porém recompensadores, que todas as vezes que as coisas deram erradas a culpa foi minha. Minha culpa pela maturidade que a situação me exigia e eu não a enxergava. Culpa minha porque eu não soube aproveitar a chance de crescer com aquilo. Mas tudo tem um tempo certo. Eu saí arrastando minhas correntes emocionais que poderiam ter tido seu desfecho de uma forma mais indolor, mas eu optei pelo drama, pelo empoderamento do outro em detrimento das minhas mágoas. Eu não percebi que sempre existe um jeito melhor de viver as perdas, dos outros e de si mesmo. Eu tenho tanta parcela de culpa quanto eles. Não me dou o direito de me eximir de culpas, afinal relacionamentos não existem com apenas um. Relacionar-se é como compor uma dança. Tem ritmo, cadência e sintonia. Para isso, ambos devem ter o mesmo propósito. Apresentar uma coreografia perfeita. Pensando sobre isso eu vi toda essa dificuldade que é ser humano e essa distorção de relacionamentos que se faz e aos poucos ( a custo de muitas lágrimas) e senti o peso das escolhas erradas do jeito mais doloroso possível. Eu APRENDI PELOS TERMOS DA DOR. sofri noites infinitas, chorei até não conseguir me conter. Fiz tudo que o drama pede, mas aprendi. DECIDI o certo e estou aqui contando histórias sem lagrimas nos olhos. Eu não digo que passei a desacreditar nos relacionamentos, mas muitas de minhas cresças se modificaram, para melhor. E eu até que agradeço a todos que contribuíram com essa transformação, vocês não sabem o quanto são importantes pra mim. Eu espero poder conseguir continuar caminhando pra frente, mesmo não acreditando que dar passos pra traz vá ajudar muito. Hoje eu posso dizer que o passado, mesmo sendo a única parte realmente concreta e verdadeira da nossa vida, não pode interferir no nosso presente além do aprendizado obtido e esse deve ser indizível, único e pessoal. Então eu lhe digo amigos, não perca a capacidade de pensar antes de falar, de tomar decisões de cabeça tranquila, de evitar feridas ou ferir-se. Não. NÃO! Tire aprendizado de todo o esforço, mas não sujeite ninguém a suas visões de mundo. Apenas viva. E caso não funcione você terá superado, aprendido, melhorado.
E eu desejo sempre o melhor.
Acredite em si mesmo.
Ouça mais e fale menos.

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