Segunda Carta Ao Leitor

” Aceitar as mudanças que o Universo nos impõe sem questionar, sempre que essas mudanças não dependam apenas de nós mesmos, mas que são necessárias para a nossa vida.”

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Caro leitor, espero que esteja tudo bem do outro lado.

Já faz um tempo que não lhe escrevo, não é mesmo. Tantas coisas aconteceram nesses últimos meses por aqui que não sei por onde começar… Vou tentar resumir.

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Existem momentos da nossa vida que devem ser guardados em nossos corações como uma forma de nos lembrar o quanto aprender a viver é importante. Aceitar as mudanças que o Universo nos impõe sem questionar, sempre que essas mudanças não dependam apenas de nós mesmos, mas que são necessárias para a nossa vida.

Em Dezembro do ano passado o meu relacionamento de 10 meses chegou ao fim. Depois de uma coleção de momento vividos decidimos, de maneira pacífica, que talvez, naquele momento, não deveríamos terminar. Eu o conheci quatro anos atrás, mas existiram muitos obstáculos que não nos permitiram ficar juntos. Ele sempre foi muito querido comigo, mas somente quando esteve próximo a mim em 2015 no momento em pedir alguém muito importante e ele esteve do meu lado foi que eu senti que aos poucos estávamos nos encaixando. Mas relacionamento é algo muito maior do que imaginamos, ele está além de apenas querer fazer dar certo. Términos de relacionamentos sempre me deixam muito pensativo e melancólico. Eles sempre representam uma ruptura de uma pequena vida que criamos com a outra pessoa. Expressa um fracasso de algo que poderia ser evitado, mas nos ensina profundamente sobre quem somos e como o mundo nos vê. Não houve sofrimento no término. Houve apenas o momento de reconfigurar a relação. Então, tudo bem terminar um relacionamento e se manter inteiro, confortável. 

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Passei o fim de ano com um casal de amigos na praia (pela primeira vez) e posso dizer que me senti renovado, limpo e feliz. Foi uma experiência agradável e muito proveitosa. Foram dois dias muito intensos e de experiências muito positivas. Estar em contato com a natureza, ao lado de pessoas que amamos é uma boa dose de remédio para os males do coração. Eu não lembro de algum momento próximo em que tenha me sentido mais pleno nos últimos anos como neste revéllion. Além de muitas fotos tenho uma imensa bagagem afetiva aconchegada no meu coração eu tive muitos sorrisos arrancados por aquele lugar. Quase não voltava mais pra casa. Mas o cotidiano também nos preenche de alegrias. No entanto, ali, eu esqueci toda dificuldade que havia sido 2016 e me deixei guiar elas mesmas ondas que banharam os meus pés na manhã do 1 dia de 2017. Foi lindo e verdadeiro e isso me preencheu de muita esperança e satisfações inimagináveis.

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No final de fevereiro mudamos de lar. Neste momento estou na cozinha da minha casa nova (um lar de muito amor que divido com minha melhor amiga), tomando leite com bolachas, tentado organizar minha agenda que anda bem corrida, mas senti falta de te escrever e vim aqui rapidinho… Estamos muito satisfeitos com a nossa “casa de boneca” (como chamamos) . Tudo está milimetricamente arrumado, estamos pensando em adotar um gatinho e vê-lo perambulando pela casa, soltando pelos por toda a parte e nos enchendo de muita atenção e carinho. É incrível como uma novo ar, uma nova casa, um novo quarto nos enche de renovação e fôlego novo para lidar com as rotinas necessárias.

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E por fim, estou estudando… Me matriculei em dois cursos e estou tentando concilia-los da melhor maneira que posso. Tenho sempre muitas coisas pra fazer e estudar… Isso é muito bom. Portanto peço desculpas, desde já, pela falta de tempo. Me inscrevi no início do anos em logo em Março iniciei. Não quis escolho por um só e então estou tentando me estabelecer em ambos. Estou cursando Psicologia, um sonho antigo e que agora estou caminhando para realiza-lo (eu sempre tive verdadeiro fascínio pela profissão do psicólogo e espero poder concluir o curso). Uma das coisas mais prazerosas desta vida é poder realizar sonhos. Por isso eu lhe peço que nunca os deixe tão distante de ti e que eles (seus sonhos) estejam sempre dentro de suas capacidades para poder realiza-los. O outro curso é Letras (sempre fui apaixonado pelas palavras e o poder delas na minha vida). Quem sabe um dia eu escreva um livro. (risos)

No entanto existe sempre um lado de superação em todo momento de felicidade e realização. Concluir projetos é, muitas vezes abrir mão de algo que precisamos para alcança-los. E a parte ruim disso tudo é estar longe da minha família. É não poder ver meus sobrinhos crescendo e não abraçar minha mãe todas as manhãs durante o café. É não ouvir a risada deles pela casa, não acordar o barulho de casa de mãe. Aquele cheiro de café fresco e pão quentinho. Mas os meus sonhos também são deles e é por eles que eu estou realizando todas as minhas rotinas cansativas e difíceis longe de casa.

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Tenho lido bons livros, estudado muito, recebido meus amigos em casa, escrevendo pouco e sorrindo mais. Ainda tenho arranjado tempo para ver meus seriados e filmes prediletos e estou me arriscando mais na cozinha (tem sido bem divertido). Ainda existem muitas outras coisas no entorno de tudo que eu lhe descrevi, mas é claro que isso fica pra uma outra conversa. 

E você, como está?

Aguardo sua resposta!

Com carinho, Diego Donato.

P.s. Abraços de Longe!